Totalmente Impossivel


É verdade que Jesus usou a condicional “se possível” na oração do  Getsêmani.
Mas não era possível, a bem do pecador, afastar de Jesus o cálice da salvação.
Desde o Jardim do Éden, desde a queda, “não havendo derramamento de sangue, não há perdão de pecados” (Hb 9.22, NTLH).
Nossa redenção não é por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro, “mas pelo precioso sangue de Cristo, como um cordeiro sem mancha e sem defeito”, planejada antes da criação do mundo (1Pe 1.18-21).
É o sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7).
Todo o processo depende de Jesus, dependia da cruz.

Jesus não podia falhar – e não falhou.



Fonte: nem tudo é sexta-feita -Elben César

Sétimo Dia em Nárnia: A Última Batalha – C.S. Lewis

Só lembrando: Chegamos ao fim (por enquanto) das postagens dessa maravilhosa obra. O que dizemos aqui não resume a imensidão da profundidade com que o escritor C. S. Lewis a gerou, mais são apenas, suas orlas. Boa leitura.
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Estamos em uma sociedade movida pela indústria da moda. Essa por sua vez, hoje é usada como ferramenta não só por empresas de marketing ou campanhas políticas, mas também do inimigo para arrecadar multidões. Não estou falando de roupas, mas sim de pensamento, ideais, conclusões sobre o que é certo ou errado.
Confuso (nome de um dos personagens) sabia o que era certo, mas enganado pela bajulação de Manhoso recebeu a proposta de que pensassem por ele.
Não deixe pensarem por você, os pensamentos do SENHOR são mais altos que os nossos.
[…] – Confuso, você está maravilhoso! Ma-ra-vi-lho-so!-disse o macaco. – Se alguém o visse agora pensaria que é o próprio Aslam, o Grande Leão!
– Oh, não! Isto seria terrível!
[…]– Nem tanto – disse Manhoso.  – Todo mundo iria fazer qualquer coisa que você mandasse.
O mundo ou até mesmo quem está perto de nós tenta nos ludibriar destorcendo a perspectiva que temos do SENHOR. Ele é um só e só um caminho leva a Ele, o caminho da verdade (João 14: 6).
[…] Tash é apenas um outro nome de Aslam.  Toda aquela velha história de que nós estamos certos e os calormanos errados é pura bobagem.
[…] “Senhor, é verdade, então, como disse o macaco, que tu e Tash sois um só?” O Leão deu um rugido tão forte que a terra tremeu (sua ira, porém, não era contra mim), dizendo: “É mentira!
É fato que estamos em uma guerra, e se queremos realmente vencer por aquilo que é justo, devemos estar revestidos da armadura de Deus (Efésios 6: 10 – 17).
[…] ”E, constrangido pela verdade, acrescentei: “Mesmo assim, tenho aspirado por Tash todos os dias da minha vida.” “Amado”, falou o glorioso ser, “não fora o teu anseio por mim, não terias aspirado tão intensamente, nem por tanto tempo.  Pois todos encontram o que realmente procuram.”
Para Ele não é importante o Sistema ou as invenções humanas. O homem criou o Sistema, mas o SENHOR criou o relacionamento.
Aquele jovem tarcaã não servia a Tash, porque não pode jorrar de uma fonte doce, água salgada.
[…] E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a  acontecer  a  partir  daquele  momento  eram  tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. Para  nós,  este  é  o  fim  de  todas  as  histórias,  e podemos  dizer,  com  absoluta  certeza,  que  todos viveram  felizes  para  sempre.  Para  eles,  porém, este  foi  apenas  o  começo  da  verdadeira  história. Toda  a  vida  deles  neste  mundo  e  todas  as  suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a  primeira  página  do  livro.  Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na qual cada capítulo é muito melhor do que o anterior.
Não se esqueça; o  fim é só o começo.
Wanderson Vieira.

Sexto Dia em Nárnia: A Cadeira de prata – C.S. Lewis

Eustáquio E Jill Pole conseguem ir até Nárnia através de um velho portão nos fundos da escola onde estudavam.

rei Caspian já era muito idoso e estava em busca de seu filho, príncipe Rilian( que estava preso em uma cadeira de prata no mundo inferior).
Eles tiveram que iniciar uma aventura por conta própria, ajudados pelo pessimista paulama Brejeiro mas acabaram ficando presos nas terras do mundo interior onde a Feiticeira Verde tentou engana-los dizendo que Aslam não passa de um gatinho.
“Uma palavrinha, dona – disse ele, mancando de dor -, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada. vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo – árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista. Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que as nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz.”
(A cadeira de prata pág.159)

Existem situações em nossas vidas que pessoas ou situações tentam nos fazer acreditar que toda nossa crença é uma mentira.
Querem nos fazer pensar que não existe a terra que Ele nos prometeu e que Ele não voltará pra nos buscar.
Mas assim como Brejeiro preferia continuar sonhando com Aslam e com o mundo que era muito melhor do que aquele em que estavam,
eu também prefiro e vou continuar sonhando e acreditando neste lugar onde:
As ruas são de ouro e de cristal e onde eu poderei estar para sempre ao lado do meu amado Jesus,
podendo adora-lo ETERNAMENTE! INCESSANTEMENTE!

Quinto Dia em Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada – C.S. Lewis

Antes de ir à Nárnia, Eustáquio já achava feia a imagem do dragão esculpida no Peregrino Da Alvorada. Não só isso, mas ele nos revela desde cedo sua personalidade nada atraente, individualista. Sejam quais for os motivos para ser assim, havia uma lição reservada pra ele em Nárnia.
Esse era Eustáquio: […] adorava bancar o mandão e chatear os outros. Apesar de ser um molengão, que na hora da briga não conseguia nem enfrentar Lúcia, e muito menos Edmundo.

[…]- Você gosta desse quadro?

[…] – É um porcaria de pintura – disse Eustáquio.

Havia muitos motivos para não gostar Eustáquio, mais quando se tem um “coração narniano” aprende-se que a vida vai além do quê se pode enxergar.
Ripchip sabia que o que estava acontecendo com Eustáquio não era algum tipo de penitência por seus pecados como muitas vezes acreditamos que é conosco, mais uma situação de onde se teria alguma lição ou proveito.
Jesus já pagou o preço por nossos pecados, não podemos paga-los novamente. É como diz a palavra; “se todas as almas pertencem a Ele, qual alma não é Dele?
Por piores que possamos ser, “Ele não tarda apenas é longanimo pra que nenhum se perca, mas pra que todos se arrependam”.
Temos todos, o mesmo direito diante do SENHOR.
[…] Tudo estava explicado. Nunca haviam estado junto dele dois dragões na caverna. As garras à sua direita e à sua esquerda eram a sua pata direita e a sua pata esquerda;

[…] o dragão (que tinha sido Eustáquio) começou a chorar alto.

[…] Todos perceberam que o temperamento de Eustáquio havia melhorado muito pelo fato de ter-se transformado em dragão. Estava ansioso por ajudar.
[…]Em tais ocasiões, para sua maior surpresa,  era Ripchip o seu companheiro mais fiel. O nobre rato esgueirava-se do círculo animado que se reunia em volta da fogueira do acampamento e sentava-se junto da cabeça do dragão,[…]

Aquele que deseja de todo o coração conhecer o país de Aslam que fica além do mar e trilhar até ele um caminho por mais longo que possa parecer, conhecerá a vida eterna. Assim foi com Ripchip e assim pode ser com você e também comigo. Ele cria e nós?

Onde o céu e o mar se encontram,

Onde as ondas se adoçam,

Não duvide, Ripchip,

Que no Leste absoluto está

Tudo o que procura encontrar.”

[…] e saiu remando, ajudado pela corrente, muito escuro entre o branco dos lírios. O bote foi andando cada vez mais rápido, até que entrou triunfalmente por uma onda.  Durante um escasso segundo viram Ripchip no  topo da onda, depois desapareceu. Desde então ninguém mais ouviu nada sobre Ripchip, o Rato. Acredito que tenha chegado são e salvo ao país de Aslam e que lá vive até hoje.

Wanderson Vieira.

Quarto Dia em Nárnia: Príncipe Caspian – C.S. Lewis


“Quando alguém é tratado durante tanto tempo como uma fera, acaba realmente se transformando numa”.

Quando Aslam criou Nárnia deu a todos os animais o dom da fala.
Mas com o passar dos anos por medo dos Telmarinos que oprimia os narnianos, a maioria dos animais coagidos pararam de falar tornando-se selvagens e esquecendo-se de Aslam e o quê Ele fez.
Lúcia desconhecia até onde isso tinha chegado e quando viu um grande urso cinzento não podia imaginar que estava sendo vista como uma refeição. Trumpkin agiu rápido e matou o urso. Mais tarde Lúcia e Susana conversam sobre o incidente.
[…]Sabe, Su, acaba de me ocorrer uma idéia terrível.
– O que foi?
– Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns do outros?
Pag. 120
Quando o homem foi criado tinha em si uma essência, mas o pecado o desfigurou de tal forma que mudou pra sempre o rumo de sua vida. Hoje o homem foge de si próprio, ao ponto de não se reconhecer em frente ao espelho do Criador. Por fora podemos parecer todos iguais, mas o que há no interior de cada um apenas as circunstancias podem revelar. E o único modo de não nos transformarmos em algum animal feroz é não esquecer o quê Ele fez, dessa forma você será um legítimo narniano.
Não esqueça Ele nem o quê Ele fez.
Seja um narniano.
Sara Menezes e Wanderson Vieira.



Segundo Dia em Nárnia: O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa – C.S. Lewis

[…] Edmundo sentiu-se muito melhor. Era uma bebida que nunca tinha provado, muito doce e espumante, ao mesmo tempo espessa, que o aqueceu da cabeça aos pés.

_Beber sem comeu é triste, Filho d Adão – disse a rainha. _Que deseja comer?
_Manjar turco, Majestade, por favor – disse Edmundo. […]
_Mais eles não têm nada de mais! – exclamou Edmundo. _De qualquer maneira, eu poderia buscá-los mais tarde.
Pag. 40
A sedução das coisas que almejamos é tão hostil quanto àquilo que mais tememos. Edmundo entusiasmado pelo que poderia conseguir esqueceu-se de suas referências, seus valores. Sua satisfação imediata tornou-se tão atraente que ludibriado não hesitou em colocar em risco a vida de sua família.
[…] e viram Aslam e Edmundo passeando, lado a lado, sobre a relva úmida. Não é preciso dizer para você (e o fato é que ninguém ouviu) o que Aslam dizia. Quando os outros se aproximaram, Aslam voltou-se e, acompanhado por Edmundo, foi ao encontro deles.
_Aqui está o quarto Filho de Adão. E… bem… não vale a pena falar do que aconteceu. O que passou, passou.
Pag. 134
Consideramos que é tarde demais quando descobrimos que fomos enganados. Mais ainda assim, se nos arrependermos e confessarmos nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar.
[…] Há um traidor aqui, Aslam.
[…] Sabe que todo traidor, pela lei, é presa minha, e que tenho direito de matá-lo.
[…] Tenho direito ao seu sangue.
Pag. 136, 137
Mesmo depois de perdoados nos sentimos culpados. Na verdade esta função é efetuada com a maior dedicação e destreza por nosso inimigo; o Acusador. Enquanto era acusado, Edmundo olhava fixamente para Aslam e por isso não se sentia acuado, estava perdoado.
[…] As bruxas correram para ele com um uivo de triunfo, ao verem que não oferecia resistência. […] ficou quieto, mesmo quando os inimigos rasgaram a sua carne de tanto esticarem as cordas. Depois começaram a arrastá-lo para o centro da mesa.
_Alto! – disse a feiticeira. _Primeiro, cortem-lhe a juba!
“Zombaram Dele e O mataram.”
[…] _Sigam-me todos e acabemos com o que resta da batalha. Não será difícil esmagar o verme humano e os traidores, agora que o grande louco, o gatão, está morto.
Pag. 147
Mais não podemos esquecer o que foi oferecido pela nossa liberdade. Um alto preço de sangue foi que nos livrou. A morte do único que não deveria morrer naquela cruz por não haver Nele culpa, mais sim em nós.
[…] O sol dera a tudo uma aparência tão diferente, alterando de tal maneira as cores e as sombras, que por um momento não repararam na coisa de fato. Até que viram. A Mesa de Pedra estava partida em duas por uma grande fenda, que ia de lado a lado. E de Aslam, nem sombra.
[…] Olharam. Iluminado pelo sol nascente, maior do que antes, Aslam sacudia a juba (pelo visto, tinha voltado a crescer).
[…] _ Mas você não é… um… um… ? – Susana, trêmula, não teve a coragem de usar a palavra “fantasma”.
Aslam abaixou a cabeça dourada e lambeu-lhe a testa. O calor de seu bafo era de criatura viva.
_Pareço um fantasma?
_Não! Você está vivo! Oh, Aslam! – gritou Lúcia, e as duas meninas atiraram-se sobre ele com mil beijos.
Pag. 155, 156
Apesar da morte que trouxe obscuridade aos que Nele criam, como na fresta de uma porta ou reflexo em uma gota d’água até mesmo o flash rápido de um automóvel, o que parecia impossível aconteceu; no meio da morte brotou a vida. Da escuridão se viu grande luz. Na madrugada de um domingo o silêncio que trazia decepção rompeu-se em grande barulho de esperança. Ele vive. Se não acredita toque Suas mão. Ele ressuscitou. Cumpriu Sua promessa, e sempre cumprirá.
Nele há Esperança.
Wanderson Vieira.




Primeiro Dia em Nárnia: O Sobrinho do Mago – C.S. Lewis


[…] _Pronto! exclamou Digory. Tudo certo. Agora vamos á exploração. Qualquer lago serve. Vamos experimentar este aqui.
_ Um momento! Não vamos fazer uma marca neste lago?
Ficaram pálidos e de olhos arregalados, quando perceberam a extensão da loucura que Digory estava por cometer. Pois existiam inúmeros lagos no bosque, todos iguais, e iguais também eram as arvores. Se não assinalassem o lago que conduzia ao nosso mundo, as possibilidades de encontrá-lo novamente seriam mínimas.
(Ref: O Sobrinho do Mago, pág 43)

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É, na vida parece que é assim mesmo; um bosque cheio de lagos onde cada um deles é um mundo diferente do outro.
Temos o livre arbítrio munido ao espírito aventureiro que nos levam a explorar novas culturas, línguas, raças, ideais, etc. Tão ariscado quanto navegar por civilizações ou terras distintas é não ter a referencia de “onde somos”. Da nossa casa. Do nosso mundo. Para onde voltaremos.
Esquecemos as vezes que estamos em um mundo de passagem, mas se olharmos para o que realmente importa, isto é, as referencias do “nosso mundo”, certamente não ficaremos perdidos.

Jesus é a referência.