Tom Jobim e os Salmos

Tom Jobim adoeceu e faleceu em dezembro de 1994, por causa de complicações respiratórias e cardiológicas resultantes da cirurgia que realizara para retirar um tumor maligno na bexiga, no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque.

Enquanto esperava o resultado dos exames e o procedimento cirúrgico, 45 dias angustiantes nos quais “todo dia um pastor evangélico brasileiro chamado Zeni o visitava. Liam juntos os Salmos”.

Os Salmos? Sim, os Salmos. Tom dissera no seu poema que desejava que sua última casa fosse uma “casa de oração”. Os Salmos são essa casa onde mora a oração, onde a alma habita e descansa, onde se aprende a oração mais profunda, honesta e transformadora. A mesma que Jesus frequentou. A mesma que homens de Deus como Santo Agostinho conheciam tão bem. Nas suas “Confissões”, a mãe de todas a s biografias, o bispo de Hipona ora: “Fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti”.

Tom descobriu uma linguagem para buscar a Deus. Os salmos.
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Vou fazer a minha casa
No alto do Chapadão
Vou levar o meu piano
Que ficou no Canecão (…)
Vou fazer a minha casa
Do alto de uma canção
E agradecer a Deus Pai
A sobrante inspiração (…)
Minha casa não terá
Nem sábado nem domingo
Todo dia é dia santo
Todo dia é dia lindo (…)
Vou fazer o meu retiro
Na grota do chororão
A minha casa será
Uma casa de oração.
“E a sua voz é como o som de cem oceanos arrebentando na praia”
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