Conheça o JAZZ.(parte 1)

Dixieland, swing, bebop, acid jazz, hard bop e fusion – essas são apenas algumas variações do jazz que se desenvolveram nos últimos 100 anos.
Eles podem soar bem diferentes, mas ainda assim, são chamadas de “jazz”.

Por quê? O que faz do jazz o que ele é atualmente?

O Jazz – geralmente proclamada como “A Música Clássica da América” – recusa uma definição mais fácil.

E, de acordo com Louis Armstrong, um dos maiores artistas do jazz, se você tiver que pedir uma definição, você nunca saberá qual é.

Enquanto existe um certo elemento de verdade na filosofia de Armstrong (“você sabe o que é quando ouve”), os críticos e historiadores tentam entender e descrever o que torna o jazz uma das formas mais excitantes, exclusivas e complexas da música americana.

O Jazz foi criado em Nova Orleans por volta do século 20 e é melhor compreendido em termos de seus elementos básicos: improviso, sincopar, ritmo, blue notes, melodia e harmonia. A música realmente começou a tomar conta dos Estados Unidos e do mundo durante a Era do Jazz dos anos 20, quando avança para o rádio e a tecnologia de gravação permite que milhões adotem a cultura do jazz.

Neste artigo, nós veremos os elementos mais importantes do jazz e saberemos como escutá-lo de forma crítica. Também iremos aprender sobre a rica história da música.

Jazz music
Os ouvintes iniciantes ficam freqüentemente desorientados pelas suas primeiras experiências com o jazz. A estrutura desse estilo é mais complexa que a de outras formas populares de música. E por causa da sua natureza de improviso – com várias melodias e ritmos trabalhados juntos – que os ouvintes acostumados com formas mais estruturadas e previsíveis de música podem achar difícil acompanhar o jazz.
Mas os mesmos elementos que tornam o jazz difícil de apreciar em um primeiro momento é o que os ouvintes mais experientes apreciam.
­­­O primeiro passo para entender como funciona o jazz é saber o que ouvir. Jazz ensembles – que podem ter de 2 a 20 músicos – variação de estilo, tamanho e instrumentação. Mas eles estão unidos por três elementos básicos: improvisação, sincopar e blue notes.

•Improvisação – músicos e críticos concordam que essa é a alma do jazz. Isso ocorre quando um músico segue um momento de inspiração ao território desconhecido e compõe enquanto toca. A improvisação necessita de uma grande quantidade de habilidade e concentração. Quando músicos de um grupo conhecem bem o estilo de tocar uns dos outros, são capazes de seguir e dar apoio para fazerem partes novas e interessantes que podem ou não serem tocadas novamente.

A improvisação permite um tipo de comunicação entre os músicos conhecido como padrão de chamada e resposta. Esse é um elemento comum na música africana. Começa quando um solista, cantor ou músico envia um “chamado” e os outros participantes cantam ou tocam a “resposta”.

•Sincopar – refere-se a alterar a ênfase do ritmo da música ou padrão da batida para enfraquecer ou não acentuar as batidas e as notas. Para entender melhor o sincopar, experimente este exercício: com o seu pé, bata na contagem “um, dois, três, quatro” dizendo “e” entre cada número. Bater os pés nos números significa que você está na batida ou no ritmo.

Agora, enquanto estiver batendo em cada número, bata palmas todas as vezes que disser “e”. Bater palmas no “e” significa que você está marcando a batida fraca, também conhecida como offbeat. Cada vez que você bate palmas, está sincopatizando o ritmo. Esse exercício é uma versão simplificada da sincopatização. Mas os músicos mais experientes podem sincopatizar denominações menores de notas, dividindo os offbeats nas oitavas e décimas sextas de uma única contagem.

A sincopatização aparece no jazz quando dois ritmos são tocados juntos. É aí que o jazz consegue seu swing, a sensação que faz os ouvintes quererem bater o pé ou dançar. Se você for um músico de jazz, se não tiver swing não é jazz.

•Blue notes – ocorrem quando um músico toca ou passa pela escala, chapando algumas das notas (tocando-as meio passo mais baixo que o esperado). Essas são as notas dissonantes “extendidas”, notas que se escuta em blues e jazz. A escala do blues é uma escala pentatônica menor: as terceiras e sétimas notas de uma escala maior são chamadas (criando uma escala menor) e as segundas e sextas notas são retiradas e realizando uma escala pentatônica de cinco notas. Vamos ver como uma escala maior A natural se torna uma escala de blues.

A maior: A B C# D E F# G#

A menor: A B C D E F# G

Pentatônica menor (escala de blues): A C D E G

Dicas do que ouvir:
“Duke” Ellington
Louis Armstrong
Charlie “Bird” Parker
John Coltrane
Miles Davis

Leia mais: Conheça o Jazz parte 2

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s